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Guia completo

Calopsita: guia completo da espécie

A calopsita é uma ave doméstica de origem australiana, famosa pela crista expressiva e pelo talento dos machos para aprender assobios e melodias inteiras. Dócil e de criação livre no Brasil, é uma das aves de estimação mais populares do país.

Nome científico

Nymphicus hollandicus

Também conhecida como

  • Cockatiel (nome em inglês)
  • Caturra (nome usado em Portugal)
  • Calô (apelido carinhoso entre tutores)
Doméstica — criação livre
Calopsita (Nymphicus hollandicus)
Calopsita (Nymphicus hollandicus) — foto 2
Calopsita (Nymphicus hollandicus) — foto 3
Calopsita (Nymphicus hollandicus) — foto 4
Fotos: JJ Harrison (CC BY-SA 3.0) · JJ Harrison (CC BY-SA 4.0) · Jim Bendon (CC BY-SA 2.0) · Jim Bendon (CC BY-SA 2.0) · via Wikimedia Commons.

Conheça a Calopsita de perto

A calopsita (Nymphicus hollandicus) é uma pequena cacatua originária da Austrália — na verdade, a menor representante da família das cacatuas. Reconhecida de longe pela crista no alto da cabeça e pelas bochechas alaranjadas, ela conquistou os lares brasileiros pela docilidade, pela facilidade de manejo e, principalmente, pela capacidade dos machos de aprender e repetir assobios e músicas inteiras, de "Atirei o Pau no Gato" ao tema da Pantera Cor-de-Rosa.

Diferente de pássaros nativos como o trinca-ferro e o coleiro, que têm cantos de torneio com nomes próprios, a calopsita é uma ave de companhia: seu "canto" são assobios e melodias que ela aprende ouvindo o tutor. O macho é o grande cantor da espécie — ele assobia para cortejar, para chamar o bando e até para se exibir no espelho. A fêmea vocaliza menos e raramente aprende músicas, mas se comunica com piados e chamados o dia inteiro.

Por ser uma espécie doméstica e exótica, a criação de calopsita no Brasil é totalmente livre: não exige SisPass, anilha ou qualquer registro no IBAMA. Com alimentação correta, gaiola espaçosa, brinquedos e convivência diária, uma calopsita bem cuidada vive de 15 a 20 anos — há registros de aves passando dos 25. É um companheiro de longa data, que cria laço forte com a família e retribui com muita cantoria.

Cuidados no dia a dia

Alimentação

A base ideal da dieta da calopsita é a ração extrusada de qualidade (cerca de 50 a 70% do cardápio), complementada por uma mistura de sementes (painço, alpiste, aveia — girassol só como petisco ocasional, pois é muito gorduroso) e por vegetais e frutas frescas diariamente: couve, brócolis, cenoura, chicória, maçã sem sementes, mamão e banana são bem aceitos. Disponibilize osso de siba (fonte de cálcio) e água limpa trocada todos os dias. Na muda de penas e na reprodução, reforce a proteína com farinhada com ovo. NUNCA ofereça abacate, chocolate, café, álcool, sal ou alimentos temperados — são tóxicos para a ave. Uma calopsita bem nutrida tem plumagem brilhante, mais disposição e canta com mais frequência.

Muda de pena

A calopsita troca a plumagem geralmente uma a duas vezes por ano, em processos que duram de 4 a 8 semanas; a primeira muda acontece por volta dos 6 a 9 meses de idade. Nesse período é normal encontrar penas no fundo da gaiola, ver canudinhos (penas novas) na cabeça da ave e notar que ela fica mais quieta, coça-se mais e canta menos — formar pena consome muita energia e proteína. Ajude reforçando a dieta (farinhada com ovo, legumes, ração de qualidade), oferecendo banhos de água em temperatura ambiente e evitando manuseio nas áreas com canudos, que são sensíveis. Atenção: muda é gradual e a ave nunca fica com falhas — perda exagerada de penas, áreas peladas ou automutilação não são muda, são sinal de problema de saúde e pedem veterinário.

Espécie doméstica — criação livre

Criação legalizada

A calopsita é uma espécie exótica e doméstica (originária da Austrália), portanto sua criação é totalmente livre no Brasil: não exige SisPass, anilha oficial, licença ou qualquer registro no IBAMA — diferente de aves nativas como coleiro, trinca-ferro e canário-da-terra. A recomendação é adquirir a ave de criadores ou pet shops idôneos, que ofereçam nota fiscal e garantam boas condições de saúde e bem-estar, evitando alimentar criadouros irresponsáveis. Quem pretende reproduzir e vender em escala comercial deve se regularizar como atividade comercial comum (questões fiscais e sanitárias municipais), mas para ter e criar calopsitas em casa não há nenhuma exigência ambiental.

Pra contar pros amigos

Curiosidades sobre a calopsita

  • 1

    A calopsita é a menor ave da família das cacatuas — a crista expressiva entrega o parentesco: ereta indica alerta ou curiosidade, abaixada indica relaxamento ou medo.

  • 2

    Só o macho aprende melodias com facilidade; na natureza, ele canta para cortejar a fêmea, fazendo até uma 'dancinha' com as asas abertas em formato de coração.

  • 3

    Bem cuidada, uma calopsita vive de 15 a 20 anos, e há registros de aves que passaram dos 25 — é um compromisso de longo prazo.

  • 4

    Existem dezenas de mutações de cor criadas em cativeiro: arlequim, lutino, cara-branca, pérola, canela e cinza (a coloração selvagem original).

  • 5

    Calopsitas reconhecem as pessoas da casa e podem aprender, além de assobios, algumas palavras curtas — embora 'falem' menos que papagaios.

  • 6

    Na Austrália, vivem em bandos nômades que se deslocam atrás de água e sementes; por isso, em casa, o piado de chamada quando o tutor sai do cômodo é instinto puro de bando.

Perguntas frequentes

Dúvidas de quem cria a calopsita

Respostas diretas para o dia a dia. Quer ir mais fundo? Veja o guia de treino de canto e o passo a passo para quando a calopsita parar de cantar.

Precisa de autorização do IBAMA para criar calopsita?

Não. A calopsita é uma espécie exótica e doméstica, então sua criação é livre no Brasil: não exige SisPass, anilha nem registro no IBAMA. Apenas compre de criadores ou lojas idôneas, que garantam a saúde e a origem da ave.

O que a calopsita come no dia a dia?

A base ideal da dieta da calopsita é a ração extrusada de qualidade (cerca de 50 a 70% do cardápio), complementada por uma mistura de sementes (painço, alpiste, aveia — girassol só como petisco ocasional, pois é muito gorduroso) e por vegetais e frutas frescas diariamente: couve, brócolis, cenoura, chicória, maçã sem sementes, mamão e banana são bem aceitos. Disponibilize osso de siba (fonte de cálcio) e água limpa trocada todos os dias.