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Guia completo

Pintassilgo (Spinus magellanicus): guia completo da espécie

Pequeno fringilídeo nativo de cabeça preta e plumagem amarela, famoso pelo canto fino, rápido e cheio de imitações. É considerado por muitos criadores um dos pássaros mais cantores do Brasil.

Nome científico

Spinus magellanicus

Também conhecido como

  • pintassilgo-de-cabeça-preta
  • cabeça-preta
  • pintassilgo-mineiro
  • pintassilva
  • pintassilgo-do-sul
  • +1 apelidos
Nativa — exige SisPass
Pintassilgo (Spinus magellanicus)
Pintassilgo (Spinus magellanicus) — foto 2
Pintassilgo (Spinus magellanicus) — foto 3
Pintassilgo (Spinus magellanicus) — foto 4
Fotos: Enrique González (CC BY-SA 4.0) · James Sykes (CC BY-SA 4.0) · Jonathan Chancasana (CC BY-SA 4.0) · Erick Barzola Ricci (CC BY-SA 4.0) · via Wikimedia Commons.

Conheça o Pintassilgo de perto

O pintassilgo (Spinus magellanicus), também chamado de pintassilgo-de-cabeça-preta, é um dos passarinhos mais queridos do Brasil. Mede cerca de 11 a 13 cm e pertence à família dos fringilídeos. O macho exibe uma marcante "touca" ou máscara preta na cabeça, peito e dorso amarelo-esverdeados e largas barras amarelas nas asas, que brilham em pleno voo. A fêmea é mais discreta, com tons acinzentados e sem a cabeça totalmente preta. É uma ave de ampla distribuição na América do Sul e está presente em quase todo o território brasileiro.

O que conquista quem o ouve é o canto: um gorjeio fino, metálico e rapidíssimo, com estrofes longas que intercalam notas próprias e imitações de outras aves. Não é à toa que muitos criadores o chamam de "o maestro" do quintal, porque quando o pintassilgo canta, costuma animar os outros pássaros ao redor. Ele canta tanto pousado quanto em voo e, na primavera, é comum vê-lo soltando a voz do alto de árvores, postes e antenas.

É importante não confundir o pintassilgo (Spinus magellanicus) com o pintassilgo-do-nordeste ou coroinha (Spinus yarrellii), que é uma espécie diferente, endêmica da Caatinga e ameaçada de extinção. Embora os nomes populares se misturem no dia a dia, são aves distintas. Aqui falamos do pintassilgo-de-cabeça-preta, espécie nativa que pode ser criada legalmente por amadoristas registrados, sempre com anilha e origem de criadouro autorizado.

Cuidados no dia a dia

Alimentação

Na natureza, o pintassilgo se alimenta principalmente de pequenas sementes, brotos e botões de plantas, além de alguns insetos. Em criação legal, a base é uma boa mistura de sementes para fringilídeos: alpiste, níger (nabo-da-índia), nabão, colza, linhaça e aveia, sendo que o níger é especialmente importante porque auxilia na muda de penas e na boa forma da ave. Complete o cardápio com folhas verdes (couve, agrião, almeirão) e pequenos pedaços de frutas, sempre lavados. No período de reprodução, criadores costumam acrescentar farinhada ou papa de ovo cozido e, com moderação, larvas de tenébrio para reforçar a proteína. Ofereça água fresca e limpa diariamente.

Muda de pena

A muda de penas é um período natural e anual em que o pintassilgo troca a plumagem velha por nova. No Brasil costuma ocorrer no outono (por volta de abril), depois da temporada reprodutiva. Durante a muda, é normalíssimo que a ave fique mais quieta e pare de cantar, pois gasta muita energia produzindo penas novas. Esse é o momento de reforçar a alimentação (com destaque para o níger, que ajuda na muda), oferecer banhos regulares, manter o ambiente tranquilo e evitar treino intenso. Com bons cuidados, a ave atravessa a muda saudável e volta a cantar com vigor quando o processo termina.

Espécie nativa — SisPass/IBAMA

Criação legalizada

O pintassilgo (Spinus magellanicus) é um passeriforme nativo e, sim, pode ser criado de forma legal e responsável no Brasil. Para isso, é obrigatório ter cadastro no SisPass, o sistema do IBAMA para criação amadora de passeriformes, e manter cada ave com anilha fechada oficial, que prova sua origem legal. A ave deve vir de criadouro ou criador autorizado, nunca da natureza: capturar, comprar ou manter pintassilgo silvestre sem documentação é crime ambiental. Pelo SisPass, o criador cadastra o plantel, solicita anilhas, emite guias de transporte e participa de torneios de canto. Vale lembrar que há regras a cumprir, como o prazo mínimo de seis meses de cadastro antes de solicitar anilhas e reproduzir. Criar com documentação em dia protege você e ajuda a conservar a espécie na natureza.

Pra contar pros amigos

Curiosidades sobre o pintassilgo

  • 1

    Muitos criadores o consideram um dos pássaros mais cantores do Brasil, ficando em silêncio praticamente só durante a muda de penas.

  • 2

    É um ótimo imitador: intercala no próprio canto trechos de outras aves, o que deixa cada indivíduo com um repertório único.

  • 3

    O nome científico magellanicus faz referência ao estreito de Magalhães, na Patagônia, marcando a ampla distribuição da espécie pela América do Sul.

  • 4

    Costuma cantar até em pleno voo, não só pousado, e na primavera é visto soltando a voz do alto de árvores, postes e antenas.

  • 5

    É chamado de "maestro" do quintal porque, quando canta, estimula os outros pássaros ao redor a cantarem também.

  • 6

    A semente de níger, muito usada na alimentação, ajuda especialmente no período de muda de penas.

Perguntas frequentes

Dúvidas de quem cria o pintassilgo

Respostas diretas para o dia a dia. Quer ir mais fundo? Veja o guia de treino de canto e o passo a passo para quando o pintassilgo parar de cantar.

Pode criar pintassilgo legalmente no Brasil?

Sim. O pintassilgo (Spinus magellanicus) é uma ave nativa que pode ser criada por amadoristas, mas exige cadastro no SisPass/IBAMA, anilha fechada oficial e origem de criadouro autorizado. Capturar ou comprar ave silvestre sem documentação é crime ambiental.

Como diferenciar o pintassilgo macho da fêmea?

O macho tem a cabeça preta marcante (a "touca"), corpo amarelo-esverdeado e barras amarelas vistosas nas asas. A fêmea é mais discreta, com tons acinzentados e sem a cabeça totalmente preta. Em geral, é o macho que apresenta o canto mais elaborado.